10-10-2007

Angola duplica importações de vinho verde de Portugal

As exportações de vinho verde português para Angola vão duplicar este ano, tornando o país africano num dos principais mercados no estrangeiro, segundo o presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), Manuel Pinheiro.

Até Junho deste ano, o valor das exportações atingiu 1,21 milhão, contra os 626 mil euros em igual período do ano passado. Até ao fim do ano, a tendência deverá manter-se, ou mesmo acentuar-se, beneficiando das acções de promoção marcadas para os próximos meses, segundo prevê Pinheiro."Apesar de não ser um dos mercados prioritários, é um mercado interessante, em que temos vindo a crescer muito. Partimos de uma base pequena, mas vamos chegar ao fim do ano com as exportações quase a duplicar", disse o mesmo responsável.

Assim, Angola deverá chegar ao fim do ano como um dos cinco principais mercados para o vinho verde português no estrangeiro, juntamente com Estados Unidos, Canadá, França e Alemanha. De acordo com o presidente da Comissão de Viticultura, o perfil de consumo em Angola é semelhante ao português, encontrando-se "todas as marcas mais populares em Portugal"."Com o clima e a gastronomia de peixes e mariscos que tem, sobretudo na zona costeira, Angola apresenta óptimas oportunidades para o vinho verde. Vamos continuar a investir nos próximos anos na divulgação, para conseguirmos criar uma rede de distribuição", afirmou.


Segundo Pinheiro, o plano de divulgação em Angola prevê acções de promoção junto de especialistas, que já arrancaram no ano passado, depois da publicidade, e finalmente acções junto dos consumidores finais.
Quinta-feira, realizou-se em Luanda uma acção de promoção dirigida a agentes, importadores, jornalistas, distribuidores e profissionais da restauração e hotelaria do mercado angolano.
No evento, organizado em conjunto com os vinhos do Alentejo, foram apresentados vinhos das duas regiões, prevendo ainda acções de formação.

Para Pinheiro, o crescimento das vendas em Angola tem ainda a vantagem de repartir o peso dos mercados de exportação, que nos últimos anos tem estado concentrado em 80 por cento nos seis ou sete principais mercados estrangeiros.

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09-10-2007

Dólar forte vai ao encontro dos interesses das exportações portuguesas


 
 
"Temos elementos que nos permitem constatar a evolução das nossas exportações", disse Teixeira dos Santos, em Luxemburgo, à entrada para a reunião dos ministros das Finanças dos 27 que dirige no quadro da presidência portuguesa da UE
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, desvalorizou as consequências para a economia portuguesa, principalmente para os exportadores, da actual forte apreciação do euro, sublinhando que as vendas de produtos portugueses são feitas principalmente para a União Europeia (UE) - na qual não se verifica o efeito cambial.

Os responsáveis pelas Finanças da Zona Euro (13 países da EU, entre os quais Portugal) mostraram-se satisfeitos com as declarações das autoridades dos Estados Unidos, que defenderam que um dólar forte vai ao encontro dos interesses da sua economia e evitaram enviar a Washington uma mensagem no sentido da necessidade de apreciação daquela moeda.

Os países da Zona Euro foram mais duros com a China a quem pediram a flutuação livre da sua moeda de forma a que se produzam "os ajustamentos necessários". Na opinião dos ministros, o nível do câmbio deve reflectir os fundamentos da economia e que a excessiva volatilidade é indesejável para o crescimento económico.

Lançada em 1999 a 1,17 dólares norte-americanos, a moeda única alcançou há poucos dias os 1,42, antes de recuar para um valor, mesmo assim, superior a 1,40. Os receios aumentam para a evolução da economia da Zona Euro com os barómetros de confiança, tanto para os industriais como para os consumidores, a fraquejarem em Setembro. O euro forte agrava, sobretudo, o nervosismo dos exportadores num contexto de abrandamento da economia nos Estados Unidos.

Estas preocupações constituem argumentos claros a favor de um adiamento dos projectos de aumento das taxas de juro na Zona Euro, por parte do Banco Central Europeu, apesar da persistência de pressões inflacionistas.
LUSA
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