Dólar forte vai ao encontro dos interesses das exportações portuguesas
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"Temos elementos que nos permitem constatar a evolução das nossas exportações", disse Teixeira dos Santos, em Luxemburgo, à entrada para a reunião dos ministros das Finanças dos 27 que dirige no quadro da presidência portuguesa da UE
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O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, desvalorizou as consequências para a economia portuguesa, principalmente para os exportadores, da actual forte apreciação do euro, sublinhando que as vendas de produtos portugueses são feitas principalmente para a União Europeia (UE) - na qual não se verifica o efeito cambial.
Os responsáveis pelas Finanças da Zona Euro (13 países da EU, entre os quais Portugal) mostraram-se satisfeitos com as declarações das autoridades dos Estados Unidos, que defenderam que um dólar forte vai ao encontro dos interesses da sua economia e evitaram enviar a Washington uma mensagem no sentido da necessidade de apreciação daquela moeda.
Os países da Zona Euro foram mais duros com a China a quem pediram a flutuação livre da sua moeda de forma a que se produzam "os ajustamentos necessários". Na opinião dos ministros, o nível do câmbio deve reflectir os fundamentos da economia e que a excessiva volatilidade é indesejável para o crescimento económico.
Lançada em 1999 a 1,17 dólares norte-americanos, a moeda única alcançou há poucos dias os 1,42, antes de recuar para um valor, mesmo assim, superior a 1,40. Os receios aumentam para a evolução da economia da Zona Euro com os barómetros de confiança, tanto para os industriais como para os consumidores, a fraquejarem em Setembro. O euro forte agrava, sobretudo, o nervosismo dos exportadores num contexto de abrandamento da economia nos Estados Unidos.
Estas preocupações constituem argumentos claros a favor de um adiamento dos projectos de aumento das taxas de juro na Zona Euro, por parte do Banco Central Europeu, apesar da persistência de pressões inflacionistas.
LUSA


